domingo, 27 de fevereiro de 2011

sobre the national e arcade fire

Quero fazer um texto em homenagem a duas bandas. Não são bandas desconhecidas, então não vou conseguir me pagar de cult agora. Não vou também fazer algo informativo pra que tu conheça tudo, não sou assim. Graças a Deus. Minha cabeça é um filme pornô softcore, você nunca acreditaria os pensamentos merdas que eu penso. The National, como eu te amo.


Minha trajetória com essa banda foi estranha. Foi minha banda da fossa. Eu achava tão lindo a tristeza meio desesperadora contida na música deles, e sem perceber acabou virando uma das minhas bandas favoritas quando eu finalmente deixei de querer morrer e toda aquela maluquice. Eu dava minha alma pra conversar com o Matt Berninger, ele deve ser o cara mais interessante do planeta. Suas letras falam de um cotidiano trágico, meio Bruce Springsteen, e qualquer coisa que lembre THE BOSS pra mim é sensacional.


National é sutil, é parte da natureza da banda ser subestimado. É um som raro que serve pra tu ouvir limpando a geladeira e que merece ser admirado ao mesmo tempo. Ninguém faz refrão melhor hoje em dia. E em toda sua sutileza, eles são nesse aspecto o exato oposto do Arcade Fire. Comparando mal, o National é o Kinks pros Beatles do Arcade Fire. E eu não só acho Arcade Fire comparável com Beatles, acho melhor.


Todo o tom romântico trágico grandioso do Win Butler é extremamente bem feito. É algo que tem muita chance de dar errado, mas ainda bem que não deu. O talento nos arranjos da banda é realmente sem paralelo hoje ou ontem, algo que de certeza deve estabelecer um novo padrão. O completo descontrole emocional que carrega a maior parte da música deles me faz me lembrar porque eu gosto disso em primeiro lugar. Porque eu amo tanto música, é a única forma de realmente comunicar com precisão qualquer porra. E ninguém fala comigo melhor que esses filhos de puta.


Tou com uma ressaca mais absurda que a Mônica Mattos dando prum anão.

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