sábado, 12 de fevereiro de 2011

sobre intervalos, synth pop e longas caminhadas na praia

Tempo. Tempo te deixa ansioso quando o tempo está acabando. Tempo te vicia na noção de distância que o tempo cria. Tempo transforma pessoas em deuses, erros em acertos, picolé de uva em algo gostoso. Tempo arranha teu corpo, te deixa marcas de cada noite que você passa fritando na cama querendo só que o tempo passe. Tempo te deixa maluco pensando em por quanto tempo o tempo vai se enrolar. Tempo faz os detalhes derreterem numa única imagem sem forma, num retrato sem ninguém. Tempo é a tensão de esperar, sentado perdido numa sala vazia. Tempo é o espaço entre a metáfora ruim e a ausência de sentido.


Eu fingi dormir. A temperatura do meu ar apontava 18 graus. Inventei sonhos. Tempo demais, e ainda assim estou sempre atrasado.

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