Alguns engraçadinhos defendem a teoria de que a mulher dá pro cara pelo poder. Que a diferença na percepção social do sexo entre machos e fêmeas quer dizer muita coisa. Em primeiro lugar, que porra é percepção social nesse contexto? Como isso tem qualquer aplicação prática? E porra, que porra é poder? Que poder que as mulheres ganham? É tipo um superpoder assim, elas podem voar daí? Isso é tão papo de quem não come ninguém, e puta merda eu devo ser o presidente honorário desse clube, mas não fico teorizando pra justificar. Esse tipo de argumento baseado em anedota é no mínimo idiota, mas algumas vezes consegue transcender pra algo mais perigoso. Tu pode estar cagando e o chato vai abrir a porta do banheiro e mandar "o homem é muito mais suscetível ao chamado sexual do q a mulher!". Na dúvida, corre pras colinas e espera 2012.
O We're New Here do Gil Scott-Heron com o Jamie xx é tão sensacional. Só sintetizadores estranhos e o negão com aquela puta voz, baita disco.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
sobre insônia
Se importa se eu divagar? Se eu falar até me por pra dormir? Eu acendi um cigarro e fechei meus olhos. A luz no apartamento de baixo acendeu, eu tenho medo de todo mundo. Eu não me lembro dos lugares nem dos nomes, mas eu certamente me lembro das pessoas. Foi uma noite assim, a luz do apartamento de baixo também acendeu. Ela estava encarando o ventilador, e o reflexo da lua batia em seu corpo. Minha alma pornografia! E o que aconteceu com aquela garota? Engraçado como a distância pode ser distante. Acho que os navios sempre desaparecem, mas o horizonte é uma constante. Ele vai estar lá quando tudo for esquecido. E sim, eu andei bebendo, enquanto tento segurar os navios com meus olhos, lutando contra as lágrimas.
Meu cigarro quase queimou meus dedos. Eu vi tudo, eu já vi tudo pela janela do meu quarto. Cada fantasia mongol. Cada delírio impossível. Cada garota de espartilho que passou. Eu já vi tudo faz tempo. Mas a mera menção de qualquer coisa me faz tremer. De vestido, você está encarando de volta pra mim. Eu me lembro de você vomitando nas suas roupas. O vento ainda ecoa cada um desses momentos. Logo. Logo...
sábado, 26 de março de 2011
sobre ressaca, bolo de fubá com limão e jay jay o jatinho
Se eu pudesse morrer e voltar diferente eu queria fazer parte da banda Poison. Queria ter aquele cabelo. Ou ser o cara do Miami Vice. O que aconteceu com os ternos roxos? Por que aquilo saiu de moda? Por que hoje é impossível sair de casa sem ver a cueca de alguém? Eu queria ser figurante do Pretty In Pink. Queria ter aprendido a tocar teclado na época do Europe. Queria poder fazer maquiagem do KISS sem a galera achar que é corpse paint. Se eu fosse negro eu arrombaria agora a geladeira e comeria tudo que tem lá. Porque eu queria ser igual ao Barry White. Mas eu sou só um garoto branco randômico. Eu gosto de Natural Snow Buildings, filmes do Woody Allen, baseball e macarrão com almôndega. Acredito em pouquíssimas coisas. Eu não sou o cara que come as gurias com fotos de espartilho. Eu nunca sou.
Queria que ninguém usasse sunga. Que ninguém tivesse barba já que eu aparentemente sou incapaz de ter alguma. Queria poder assistir Fórmula 1 comendo chambinho. Chambinho se come ou se toma? Ah, o sofrimento do homem moderno. Eu costumava a ter perguntas mais interessantes, mas os sonhos me deixaram maluco. Acho que todo guri gordinho agora quer ser o Zangief Kid. Ou um cheddar mcmelt. Eu não. Eu quero ser o Cauby Peixoto, só que heterossexual. Ouvi dizer que ele faz mó sucesso em bailão, e deve ter umas milfs. Queria pegar o violão e não fazer um acorde gay. Queria que fosse um black metal. Um drone. Um eletrogode com tendências a travanejo. Queria saber terminar meus parágrafos.
O mais importante, na verdade, era dar um jeito de não falar tão sozinho. Se meu tamagoshi não tivesse morrido afogado na banheira eu seria mais feliz. Eu queria ouvir Yndi Halda, mas puta que pariu aquelas músicas tem 90 mil minutos. Meu limite de atenção não chega lá. Eu nasci pros singles. Queria ser o tecladista da RPM. Aprender a chutar com o Steven Seagal. Queria ser mais violentamente romântico. Ora mas pior seria se pior fosse.
Queria que ninguém usasse sunga. Que ninguém tivesse barba já que eu aparentemente sou incapaz de ter alguma. Queria poder assistir Fórmula 1 comendo chambinho. Chambinho se come ou se toma? Ah, o sofrimento do homem moderno. Eu costumava a ter perguntas mais interessantes, mas os sonhos me deixaram maluco. Acho que todo guri gordinho agora quer ser o Zangief Kid. Ou um cheddar mcmelt. Eu não. Eu quero ser o Cauby Peixoto, só que heterossexual. Ouvi dizer que ele faz mó sucesso em bailão, e deve ter umas milfs. Queria pegar o violão e não fazer um acorde gay. Queria que fosse um black metal. Um drone. Um eletrogode com tendências a travanejo. Queria saber terminar meus parágrafos.
O mais importante, na verdade, era dar um jeito de não falar tão sozinho. Se meu tamagoshi não tivesse morrido afogado na banheira eu seria mais feliz. Eu queria ouvir Yndi Halda, mas puta que pariu aquelas músicas tem 90 mil minutos. Meu limite de atenção não chega lá. Eu nasci pros singles. Queria ser o tecladista da RPM. Aprender a chutar com o Steven Seagal. Queria ser mais violentamente romântico. Ora mas pior seria se pior fosse.
sexta-feira, 25 de março de 2011
febre de jesus
Eu acho que começou com um conceito. Botar no cu do inimigo. Era simples assim. Era uma vingança contra algum desconhecido, mas começou com a vingança. Não lembro como aconteceu. Mas uma hora você começa a pensar em todo careca supremacista branco que já cruzou o teu caminho, e é hora de responder sabe. É hora de lutar contra. É hora de começar uma guerra. Eu roubei o bastão de baseball do meu pai e tive que sair. Eu lembro de ver um cara andando de skate, e puta que pariu, se tem algo que sempre odiei é skatista. Eu odeio skatista. Eu odeio skatista. Eu odeio skatista. Odeio como a palavra skate começa com um S. Eu bati com o taco no seu joelho, ele caiu como um saco de areia. Dali foi fácil. Gritos e gritos. O público foi ao delírio. Aplausos, aplausos. Longa pausa. Cortinas.
Ah Isabela, o que aconteceu de você? Eu lembro como sua mão me esquentava, como era fácil te fazer rir. Como eram longos os nossos dias. Você costumava a tirar as fotos mais espetaculares. Foi o melhor outono possível. Eu lembro de você deitada comigo na grama ao lado da prefeitura, comendo manga e assistindo os fogos de artifício. Eu lembro como você estava linda, precisava ser imortalizada. Eu queria guardar aquele momento antes que você virasse um monstro. Então você sorriu. Eu peguei uma pedra e comecei a bater no seu rosto. Suas mãos tentavam me arranhar, mas havia algo decididamente romântico sobre o modo que você eventualmente desistiu de lutar. Seu cérebro explodia tão fofo. Foi o melhor outono possível.
Eu sempre sonho a mesma coisa. Eu vejo uma garota fritando ovos e falando alguns números. A cena é clara. Ela queima os ovos. Nunca vejo seu rosto, mas ela é pequena e só alcança o fogão em cima de uma cadeira. Eu precisava dar uma volta. Havia um casal sentado perto do chafariz. Eu não gosto desse rumo. É facil confundir doença com auto-paródia. Não acho que eu seja um vilão de gibi. Eu sou mais um filme ruim, só que sem o momento que a moral entra. Meu nome é Daniel e eu sempre odiei como todo mundo me chama de "Dani". Que porra é essa afinal? De onde nasce a intimidade? Por que o chafariz? Por que alguém anda de skate? Eu nunca fui o engraçado da sala, eu queria ser o engraçado da sala. Eu queria ser o cara que encarava os peitos da professora. Eu queria não sentir medo de escuro. Por que a porra do chafariz? Por que a porra do casal?
Quando eu terminei de bater, alguém me derrubou no chão. Do nada apareceram vários curiosos me chutando. A tragédia de tudo. Por que pessoal acha tão engraçadinho beber? É só bebida. Não é como se tu tivesse achado a cura pra hemorróidas só porque sabe misturar vodka com refriscola. E por que alguém botaria molho inglês em QUALQUER COISA? E por que o pessoal não para de me chutar? Eu posso estar arrependido, não vão me dar uma chance? Com um pé pressionando minha garganta eu imagino que não. Então eu morri, sem nunca ter comido uma ruiva. Qual foi o ponto da minha vida afinal? Não havia a luz, não havia o túnel. Mesmo morto os fantasmas de antes continuam me assombrando. Eles ainda me visitam de noite.
6. 13. 398. 75. 13929384. 92. 8...
Ah Isabela, o que aconteceu de você? Eu lembro como sua mão me esquentava, como era fácil te fazer rir. Como eram longos os nossos dias. Você costumava a tirar as fotos mais espetaculares. Foi o melhor outono possível. Eu lembro de você deitada comigo na grama ao lado da prefeitura, comendo manga e assistindo os fogos de artifício. Eu lembro como você estava linda, precisava ser imortalizada. Eu queria guardar aquele momento antes que você virasse um monstro. Então você sorriu. Eu peguei uma pedra e comecei a bater no seu rosto. Suas mãos tentavam me arranhar, mas havia algo decididamente romântico sobre o modo que você eventualmente desistiu de lutar. Seu cérebro explodia tão fofo. Foi o melhor outono possível.
Eu sempre sonho a mesma coisa. Eu vejo uma garota fritando ovos e falando alguns números. A cena é clara. Ela queima os ovos. Nunca vejo seu rosto, mas ela é pequena e só alcança o fogão em cima de uma cadeira. Eu precisava dar uma volta. Havia um casal sentado perto do chafariz. Eu não gosto desse rumo. É facil confundir doença com auto-paródia. Não acho que eu seja um vilão de gibi. Eu sou mais um filme ruim, só que sem o momento que a moral entra. Meu nome é Daniel e eu sempre odiei como todo mundo me chama de "Dani". Que porra é essa afinal? De onde nasce a intimidade? Por que o chafariz? Por que alguém anda de skate? Eu nunca fui o engraçado da sala, eu queria ser o engraçado da sala. Eu queria ser o cara que encarava os peitos da professora. Eu queria não sentir medo de escuro. Por que a porra do chafariz? Por que a porra do casal?
Quando eu terminei de bater, alguém me derrubou no chão. Do nada apareceram vários curiosos me chutando. A tragédia de tudo. Por que pessoal acha tão engraçadinho beber? É só bebida. Não é como se tu tivesse achado a cura pra hemorróidas só porque sabe misturar vodka com refriscola. E por que alguém botaria molho inglês em QUALQUER COISA? E por que o pessoal não para de me chutar? Eu posso estar arrependido, não vão me dar uma chance? Com um pé pressionando minha garganta eu imagino que não. Então eu morri, sem nunca ter comido uma ruiva. Qual foi o ponto da minha vida afinal? Não havia a luz, não havia o túnel. Mesmo morto os fantasmas de antes continuam me assombrando. Eles ainda me visitam de noite.
6. 13. 398. 75. 13929384. 92. 8...
terça-feira, 22 de março de 2011
veludo vermelho ou nada
Maria acordou com sua cabeça em chamas. Havia algo notavelmente triste na pressa que a manhã teve em chegar. Suas roupas espalhadas pelo quarto, ela tenta se lembrar de tudo que aconteceu. Cedo demais pra isso. Ela escorrega até o banheiro, aonde evita de se olhar no espelho e ao invés consegue fugir para o chuveiro. Sua pele parece falsa, seu rosto é de vinil. Tudo começa a voltar. Quem era aquele cara de novo? Não que ela tenha culpa. O idiota do ex-namorado começou a comer uma daquelas garotas que pinta o cabelo. Ela sai do banho, ao entrar na sala há um homem sentado no canto.
- Você de novo - disse Maria, ainda estava completamente sem roupa, secando seu cabelo enquanto andava pela sala. - Fazia algum tempo que você não aparecia.
- Acho que essa deve ser minha maior qualidade, eu sou confiável - o homem então apagou seu cigarro.
- Não sei se eu te chamaria disso, penso em tantos adjetivos.
Maria andou até o quarto, botou um roupão e acendeu um cigarro. Ela voltou e ficou bastante tempo olhando pra pessoa na sala. Um fantasma do passado, um delírio de várias noites de um verão esquecido.
- Quando isso começou, huh - questionou o homem acendendo outro cigarro.
- Você vai ser enigmático agora. Eu gosto mais de você em silêncio.
- Não seja assim, você entendeu o que eu quis dizer. Mas eu gosto como sua cabeça funciona desse jeito fragmentado.
- Claro, se é o que você diz. Mas por que tu sumiste?
Era uma terça-feira, perto da meia-noite. Maria voltava pra casa quando ela foi atacada por 2 homens. Eles rasgaram suas roupas, levaram tudo que ela tinha no bolso. Ela tentou reagir, eles a espancaram. Não havia sinais de estupro.
- Eu não sumi. Curioso que vim pra te perguntar algo parecido... Por que você se isolou tanto?
- Eu tinha que fazer isso - responde Maria ao se levantar pra jogar o cigarro pela janela.
- Nós só ficamos preocupados. E eu sei que preocupação tem uma tendência de se tornar pesado, mas ainda assim. Você não estava sozinha.
- Eu sei. Não pense que eu tive algum tipo de epifania e decidi me esconder numa caverna. Eu acho que só preciso parar de pensar um pouco.
Eles roubaram tudo que ela tinha aquela noite. E quando ela conseguiu se levantar, ainda ninguém havia passado pela rua. Nessa hora ela começou a considerar que talvez tivesse feito um erro de julgamento em entrar ali. Ela foi tropeçando até seu prédio. Quando a porta do elevador abriu, ela pôde se olhar bastante no espelho. Seu rosto parecia um bife. Ela começou a chorar. A porta abriu no seu andar mas ela ainda estava encolhida no canto. Depois de uma breve turnê pelos andares do prédio, ela finalmente encarou sua porta de casa. A chave escondida no medidor de gás acabou sendo uma boa idéia, pelo menos algo deu certo naquela noite.
- Parar de pensar nunca é fácil. Eu até hoje não consegui parar de pensar em você.
- A mãe ainda nos odeia?
- Acho que ela nunca vai aceitar o que aconteceu. É o tipo de coisa que ninguém acredita que possa acontecer na própria família.
- Claro.
Os dois ficaram se olhando por alguns eternos segundos. O silêncio provou ser pesado demais. O homem se levantou, e foi embora com um beijo. Maria estava tonta ao fechar a porta. O cotidiano absurdo virou tão mundano. Ela botou uma roupa, e desceu pra comprar cigarros.
- Você de novo - disse Maria, ainda estava completamente sem roupa, secando seu cabelo enquanto andava pela sala. - Fazia algum tempo que você não aparecia.
- Acho que essa deve ser minha maior qualidade, eu sou confiável - o homem então apagou seu cigarro.
- Não sei se eu te chamaria disso, penso em tantos adjetivos.
Maria andou até o quarto, botou um roupão e acendeu um cigarro. Ela voltou e ficou bastante tempo olhando pra pessoa na sala. Um fantasma do passado, um delírio de várias noites de um verão esquecido.
- Quando isso começou, huh - questionou o homem acendendo outro cigarro.
- Você vai ser enigmático agora. Eu gosto mais de você em silêncio.
- Não seja assim, você entendeu o que eu quis dizer. Mas eu gosto como sua cabeça funciona desse jeito fragmentado.
- Claro, se é o que você diz. Mas por que tu sumiste?
Era uma terça-feira, perto da meia-noite. Maria voltava pra casa quando ela foi atacada por 2 homens. Eles rasgaram suas roupas, levaram tudo que ela tinha no bolso. Ela tentou reagir, eles a espancaram. Não havia sinais de estupro.
- Eu não sumi. Curioso que vim pra te perguntar algo parecido... Por que você se isolou tanto?
- Eu tinha que fazer isso - responde Maria ao se levantar pra jogar o cigarro pela janela.
- Nós só ficamos preocupados. E eu sei que preocupação tem uma tendência de se tornar pesado, mas ainda assim. Você não estava sozinha.
- Eu sei. Não pense que eu tive algum tipo de epifania e decidi me esconder numa caverna. Eu acho que só preciso parar de pensar um pouco.
Eles roubaram tudo que ela tinha aquela noite. E quando ela conseguiu se levantar, ainda ninguém havia passado pela rua. Nessa hora ela começou a considerar que talvez tivesse feito um erro de julgamento em entrar ali. Ela foi tropeçando até seu prédio. Quando a porta do elevador abriu, ela pôde se olhar bastante no espelho. Seu rosto parecia um bife. Ela começou a chorar. A porta abriu no seu andar mas ela ainda estava encolhida no canto. Depois de uma breve turnê pelos andares do prédio, ela finalmente encarou sua porta de casa. A chave escondida no medidor de gás acabou sendo uma boa idéia, pelo menos algo deu certo naquela noite.
- Parar de pensar nunca é fácil. Eu até hoje não consegui parar de pensar em você.
- A mãe ainda nos odeia?
- Acho que ela nunca vai aceitar o que aconteceu. É o tipo de coisa que ninguém acredita que possa acontecer na própria família.
- Claro.
Os dois ficaram se olhando por alguns eternos segundos. O silêncio provou ser pesado demais. O homem se levantou, e foi embora com um beijo. Maria estava tonta ao fechar a porta. O cotidiano absurdo virou tão mundano. Ela botou uma roupa, e desceu pra comprar cigarros.
sexta-feira, 18 de março de 2011
sobre pirataria, jayden james e a misteriosa produção de ovos
Eu não gosto de piratas. Sabe, aquela palhaçada com rum, andar na prancha, bebedeira, fazer piada envolvendo cu, essas patifarias. Quem consegue usar bandana sem sentir uma puta vergonha é uma pessoa bizarra, um marginal. Piratas não tem graça. Prefiro bem mais assistir Death Wish 75, com Charles Bronson fugindo do asilo pra perseguir a base de bengalada os meliantes que lhe roubaram o tanque de oxigênio. Isso não é mais legal do que pirata? Não?
Acho que eu não gosto de pirata desde que li um almanacão especial da Turma da Mônica sobre o tópico. Nele, o Cebolinha usava um tapa olho e tentava capturar o coelhinho da Mônica. Mas era tão óbvio, tão dolorosamente óbvio, que não ia dar certo. Havia também vários buracos no enredo. Por que o Cebolinha usava tapa olho? Como o Cascão tava num barco se ele tem medo de água? Por que eles estavam atravessando o oceano se a Mônica mora do outro lado da rua? Por que a Magali faz tanta apologia a bulimia? Eu achei uma historinha deveras fraca, e toda piada não teve graça alguma. O que pra mim só significa uma coisa: pirata não tem graça, porra!
E por que todo capitão fala como o vocalista do sepultura? Perdi o saco de falar sobre isso. Andrew Bird é um cara que devia ser mais famoso. O seu Mysterious Production Of Eggs é um disco raro, elegante pra caralho. A base dele é folk, mas o disco gira por uma caralhada de gêneros. É uma maravilha pra ouvir de ressaca, e música de ressaca é sempre sensacional. Minha vontade de estrangular quem usa o termo "manolo" é tão gigantesca. ESTAMOS EM 2011 CARALHO! Não diga "manolo", não goste de piratas, e ouça Andrew Bird.
Acho que eu não gosto de pirata desde que li um almanacão especial da Turma da Mônica sobre o tópico. Nele, o Cebolinha usava um tapa olho e tentava capturar o coelhinho da Mônica. Mas era tão óbvio, tão dolorosamente óbvio, que não ia dar certo. Havia também vários buracos no enredo. Por que o Cebolinha usava tapa olho? Como o Cascão tava num barco se ele tem medo de água? Por que eles estavam atravessando o oceano se a Mônica mora do outro lado da rua? Por que a Magali faz tanta apologia a bulimia? Eu achei uma historinha deveras fraca, e toda piada não teve graça alguma. O que pra mim só significa uma coisa: pirata não tem graça, porra!
E por que todo capitão fala como o vocalista do sepultura? Perdi o saco de falar sobre isso. Andrew Bird é um cara que devia ser mais famoso. O seu Mysterious Production Of Eggs é um disco raro, elegante pra caralho. A base dele é folk, mas o disco gira por uma caralhada de gêneros. É uma maravilha pra ouvir de ressaca, e música de ressaca é sempre sensacional. Minha vontade de estrangular quem usa o termo "manolo" é tão gigantesca. ESTAMOS EM 2011 CARALHO! Não diga "manolo", não goste de piratas, e ouça Andrew Bird.
domingo, 13 de março de 2011
sobre dominguinho do faustinho
Domingo chegou como uma nota quieta. Eu lembro que costumava a esperar pela hora de sonhar, agora só os monstros dos meus pesadelos me encontram no escuro. Eu acho que eu tenho medo demais de morrer, queria ter a iluminação que algumas pessoas tem, aquele lance "não vai acabar aqui!". Se eu fosse mais suicida talvez eu viveria mais. Talvez eu não ia ter medo das coisas só acabarem. Não ia ter medo de me arrepender, essas patifarias. Talvez meu corpo não doeria tanto, talvez eu estaria mais animado pras mil coisas que eu tenho que fazer. Eu não estaria esperando minha redenção simplesmente aparecer. Eu estou bêbado em tudo, mas parece que essa ressaca nunca vai passar.
Domingo chegou. Eu queria querer ir dançar.
Domingo chegou. Eu queria querer ir dançar.
quinta-feira, 3 de março de 2011
sobre o psicodália
10 coisas que eu espero do Psicodália:
1- Passar pouquíssimo tempo sóbrio. Eu sou metade italiano, e isso pra mim é motivo o suficiente.
2- Encontra a cachoeira que todo mundo fala que existe mas que, apropriadamente, suspeito pra caralho.
3- Comer aquela pizza de calabresa que não tem gosto de muita coisa mas que estranhamente é sensacional.
4- Não assistir quase nenhum show.
5- Descobrir a síntese das tensões que pululam em boa parte das matrizes da choldra de apóstatas, na cáfila de murídeos furibundos... Não, não vo fumar maconha.
6- Não tomar nada de soja.
7- Encontrar outro bottom do My Bloody Valentine. Esse não vo cair no erro de me desfazer.
8- Dar um pontapé naquela porra daquele pavão se ele ficar me acordando de novo.
9- Não falar de Rush de novo. Ainda tenho pesadelos com essa merda.
10- Descobrir 10 coisas novas pra eu fazer a mesma lista ano que vem. E bora que bora.
1- Passar pouquíssimo tempo sóbrio. Eu sou metade italiano, e isso pra mim é motivo o suficiente.
2- Encontra a cachoeira que todo mundo fala que existe mas que, apropriadamente, suspeito pra caralho.
3- Comer aquela pizza de calabresa que não tem gosto de muita coisa mas que estranhamente é sensacional.
4- Não assistir quase nenhum show.
5- Descobrir a síntese das tensões que pululam em boa parte das matrizes da choldra de apóstatas, na cáfila de murídeos furibundos... Não, não vo fumar maconha.
6- Não tomar nada de soja.
7- Encontrar outro bottom do My Bloody Valentine. Esse não vo cair no erro de me desfazer.
8- Dar um pontapé naquela porra daquele pavão se ele ficar me acordando de novo.
9- Não falar de Rush de novo. Ainda tenho pesadelos com essa merda.
10- Descobrir 10 coisas novas pra eu fazer a mesma lista ano que vem. E bora que bora.
terça-feira, 1 de março de 2011
sobre eu ter esquecido de colocar título
Eu quero escrever algo genial. Não importa o assunto, não importa o enredo, a estrutura, nada. Eu quero qualidade, eu quero algo que impressione. Porque eu sou um eterno viciado em comentários, eu e meu nunca pequeno egocentrismo. Eu culpo o BBB. Em algum ponto depois de 11 edições, eu parei de me importar com um futuro. Com algo definido. Com uma vida mais responsável. Eu só quero saber da minha química, quero saber de manter as afinidades. Será que eu estou mal falado na casa? Essas coisas tomaram conta de mim, eu só quero que a galera veja que eu jogo com o coração. Não que eu tenha visto 1 minuto de BBB, na real eu acho que eu só vi o primeiro, e só aquele cara dançando forró com uma boneca inflável. E mesmo assim essa piada teve mais graça na minha cabeça.
Mas ainda assim me nego a escrever sobre algo. Não hoje. Hoje é só sobre qualidade. Eu quero pessoas rindo encantadas pelo meu intelecto. Eu almejo Yeats, Coleridge, Bruna Surfistinha e Potocki. Não sei bem como chegar nesse tão sagrado nível, ninguém ganha um manual de instruções. Não é tipo Mario que tu pode só cair no buraco e voltar pro começo da fase. Não tem buraco pra cair, você só pode evitar metáforas medíocres como essa envolvendo "buraco" seria. É meio desesperador. E eu me apaixonei pelo conceito da musa decadente, do artista torturado, dos problemas inventados. Só nunca consegui começar, nunca achei a aplicação. Chame de bloqueio criativo sem a criatividade. Acho que eu constantemente espero pela tempestade no meu cérebro. E aí o que?
Eu vou pra qualidade, então. Eu rezo pra acertar, rezo pra que dê tudo certo e que o tempo não me passe. Eu espero. Se a qualidade não vier, bom, tem sempre a mudança de direção. Sempre? Sempre sempre? Sempre sempre? Sempre é algo que não existe, mas eu já tenho medo o suficiente disso pra admitir num texto, ainda mais esse aqui que é pra ser de uma qualidade espantosa. Mas eu não vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura, muito menos histericamente famintas e nuas. Não me deram tanto material assim pra trabalhar, sabe. Eu cresci numa mistura de Power Rangers e Cine Privê. Eu quero escrever algo genial, mas acho que eu tenho que ficar satisfeito com um misto quente e uma refriscola.
Mas ainda assim me nego a escrever sobre algo. Não hoje. Hoje é só sobre qualidade. Eu quero pessoas rindo encantadas pelo meu intelecto. Eu almejo Yeats, Coleridge, Bruna Surfistinha e Potocki. Não sei bem como chegar nesse tão sagrado nível, ninguém ganha um manual de instruções. Não é tipo Mario que tu pode só cair no buraco e voltar pro começo da fase. Não tem buraco pra cair, você só pode evitar metáforas medíocres como essa envolvendo "buraco" seria. É meio desesperador. E eu me apaixonei pelo conceito da musa decadente, do artista torturado, dos problemas inventados. Só nunca consegui começar, nunca achei a aplicação. Chame de bloqueio criativo sem a criatividade. Acho que eu constantemente espero pela tempestade no meu cérebro. E aí o que?
Eu vou pra qualidade, então. Eu rezo pra acertar, rezo pra que dê tudo certo e que o tempo não me passe. Eu espero. Se a qualidade não vier, bom, tem sempre a mudança de direção. Sempre? Sempre sempre? Sempre sempre? Sempre é algo que não existe, mas eu já tenho medo o suficiente disso pra admitir num texto, ainda mais esse aqui que é pra ser de uma qualidade espantosa. Mas eu não vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura, muito menos histericamente famintas e nuas. Não me deram tanto material assim pra trabalhar, sabe. Eu cresci numa mistura de Power Rangers e Cine Privê. Eu quero escrever algo genial, mas acho que eu tenho que ficar satisfeito com um misto quente e uma refriscola.
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