terça-feira, 28 de junho de 2011
sobre elvis presley, michael jackson e digimon
Eae pessoal!!!! Hoje foi um dia muito bacana, mas eu venho aqui pra falar de algo muito sério. O que as eternas obras idiotas estão fazendo com a paradisíaca cidade de Itajaí-SC? Hoje mais cedo fui buscar minha testosterona de búfalo (e agora estou testando uma nova inovação no mercado, progesterona de rinoceronte e também noradrenalina de anta), passei por um daqueles tratores e o cara que devia estar trabalhando tava sentadão comendo um xis-filé. Assim não deu! Tirei a camisa e comecei a porrar de leste a oeste, quando apareceu a polícia. Por sorte o policial maromba na mesma academia que eu, então ele me liberou com só 100 abdominais.
Mais tarde fui passar na casa da Adrielly, que bucetinha!!! Ela admirou meu corpo por longos minutos enquanto eu bombava cada vez mais profundamente. Que sensação! Fui voltar pra casa e advinha o que estava lá? A porra da obra. Pessoal, vocês acompanham seus candidatos? Você sabe que você pode acompanhar pelo site da câmara (http://www2.camara.gov.br/), é muito importante não perder de vista o que quem ganhou se voto está fazendo esses dias! Caso contrário, você jogou fora seu voto, e é exatamente assim que o Esperidião Amin não se elege mais pra porra nenhuma. Não é um absurdo? Aposto que com ele a porra da obra não estaria parada.
Então façam valer sua vontade. Não só aceitem o que políticos safados te falam, lutem pelos seus direitos. Ninguém mais vai fazer isso por vocês né, e se a gente não se unir aquela porra daquela obra nunca vai ficar pronta. Aí você pega fila de meia hora pra academia, de 2 pra comprar suprimento, de 3 pra comer um cuzinho, aonde essa caralha desse mundo vai parar? Isso me deixa tão bravo que tenho vontade de ligar pra galera ameaçando de morte.
domingo, 26 de junho de 2011
sobre melancolia e melancia
Existe uma dor no meu estômago pra cada soco que não foi dado. Existe uma lamentação no meu coração pra cada beijo que foi desperdiçado. Até aqui, né. Até aqui... E em minha mente cada memória não vivida, cada impacto não sentido. Em cada passo da minha vida, cada briga ausente sem sentido.
Queria fazer uma ficção sobre cada despedida perdida. Existe algo de estranho em cada drama de garoto rico incompreendido, talvez seja tarde demais pra perder a cabeça nisso. Hoje é só o amanhã que me preocupa. Não há um adeus pro meu olá, ou talvez só eu percebo essas coisas. Só eu vejo o detalhe minúsculo. Sobre como dor não é algo físico, não existe linearidade na agonia. Os fogos de artífico na grama molhada aonde eu fiz tantos planos, o que aconteceram com vocês?
Na TV passava um filme grosseiro sobre um molusco gigante assassino, e um dos mocinhos se salvou numa prancha de surf. Eu sempre achei surf tão idiota. Como eu sou o mais idiota de todos, eu tenho uma certa dificuldade em apreciar a idiotice alheia. Talvez esse seja meu problema. Talvez meu problema foi não ter tentado ir pra dança. Ou talvez seja minha eterna necessidade de focar na falta de foco. Perguntei pra minha mãe como eu estava. Ela disse:
- Garoto, você conseguiu. Arrume um novo coração pra se quebrar, porque seu velho não tem mais pedaços.
Queria fazer uma ficção sobre cada despedida perdida. Existe algo de estranho em cada drama de garoto rico incompreendido, talvez seja tarde demais pra perder a cabeça nisso. Hoje é só o amanhã que me preocupa. Não há um adeus pro meu olá, ou talvez só eu percebo essas coisas. Só eu vejo o detalhe minúsculo. Sobre como dor não é algo físico, não existe linearidade na agonia. Os fogos de artífico na grama molhada aonde eu fiz tantos planos, o que aconteceram com vocês?
Na TV passava um filme grosseiro sobre um molusco gigante assassino, e um dos mocinhos se salvou numa prancha de surf. Eu sempre achei surf tão idiota. Como eu sou o mais idiota de todos, eu tenho uma certa dificuldade em apreciar a idiotice alheia. Talvez esse seja meu problema. Talvez meu problema foi não ter tentado ir pra dança. Ou talvez seja minha eterna necessidade de focar na falta de foco. Perguntei pra minha mãe como eu estava. Ela disse:
- Garoto, você conseguiu. Arrume um novo coração pra se quebrar, porque seu velho não tem mais pedaços.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
minha cabeça grávida
Suas roupas estavam rasgadas, espalhadas pela escada. Havia um rastro de sangue que aparentemente não levava pra lugar nenhum. A inocência que foi perdida quando eles vieram. Como cada passo denunciava o que estava por vir. Ninguém se importou, eu acho. Ventava aquela noite, ela estava sozinha em casa quando um grupo de maníacos arrombou sua porta. Como um beijo súbito, eles sumiram com sua roupa. Os gritos ecoavam pela parede. Tantas mãos. Ela estava no chão enquanto eles faziam turnos, o que mostra que pelo menos o cavalheirismo não acabou. Seu corpo desistia dela, não mais dor seria sentida. Não mais dor seria sentida. Arrastaram-na para o topo da escada. Os segundos se tornaram longos rituais. Trouxeram pra fora tudo que estava dentro. Enfiaram um copo e retiraram caco de vidro por caco de vidro, o sangue neles parecia alienígena. Ela foi deixada lá para morrer, mas ei, pelo menos ouvi dizer que ia dar praia.
terça-feira, 21 de junho de 2011
sobre pesadelos e metas de vida
"Acorde", ela gritou. Eu estava voltando pela rua, tentando lembrar de onde estava vindo. Perdido numa multidão sem conseguir levantar meus olhos, eu não sei porque eu estou aqui. Aponto meu dedo pra um milhão de pessoas, o vento não cessa de me levar em círculos. Interrupção.
Minha cabeça estava na grama, abri os olhos e várias pessoas me cercavam rindo. Dormir numa festa já foi mais respeitado. Mas o problema é levantar sem direção. Pessoas estavam dançando, não havia música. Havia alguma alegria que não foi necessariamente compartilhada comigo, eu comecei a me sentir trágico. Como a música, sabe. Comendo minhas unhas de almoço, voando por meus cigarros, um por um. Um por um. Eu quero me encontrar de novo. Fugir pela praia, achar o tal lugar secreto aonde ninguém gosta de musical. Aonde ninguém acha que ninguém conhece os Beatles. Quão burro sou eu?
Ela perguntou se eu lembrava de onde estava. Eu disse que essas coisas não se esquecem, "substitua minha memória irrelevante com algo que eu goste de lembrar". Ela chorou. Seu rosto se desfigurou. Começou a sumir. Eu sonhei com minha mãe sendo estuprada, ele me forçou a assistir. Não consegui encarar a manhã. Tire meus medos.
Minha cabeça estava na grama, abri os olhos e várias pessoas me cercavam rindo. Dormir numa festa já foi mais respeitado. Mas o problema é levantar sem direção. Pessoas estavam dançando, não havia música. Havia alguma alegria que não foi necessariamente compartilhada comigo, eu comecei a me sentir trágico. Como a música, sabe. Comendo minhas unhas de almoço, voando por meus cigarros, um por um. Um por um. Eu quero me encontrar de novo. Fugir pela praia, achar o tal lugar secreto aonde ninguém gosta de musical. Aonde ninguém acha que ninguém conhece os Beatles. Quão burro sou eu?
Ela perguntou se eu lembrava de onde estava. Eu disse que essas coisas não se esquecem, "substitua minha memória irrelevante com algo que eu goste de lembrar". Ela chorou. Seu rosto se desfigurou. Começou a sumir. Eu sonhei com minha mãe sendo estuprada, ele me forçou a assistir. Não consegui encarar a manhã. Tire meus medos.
domingo, 19 de junho de 2011
sobre perder o sono
Então é isso, lobo. Você me rasgou até eu achar conforto. Quantos meses você morou na minha casa? Esperando silenciosamente no canto, se escondendo em cada sombra, observando cada momento de fraqueza meu. Você toma meu sangue, destrói meus ossos, retalha meu cérebro, desfia meus sonhos. Foi uma manhã fria, eu estava queimando na cama ouvindo o som de alguma igreja distante. Eu nunca vi o eclipse da lua. Então quando eu fugi aquela noite eu estava sozinho contra as estrelas. Nenhuma voz me acompanhou. Mas você estava lá. Você sempre esteve lá.
Quando voltei pra casa aonde eu cresci ela não era mais uma casa. Era um espaço. Havia essa pessoa no meio, eu me aproximei. Ele não tinha olhos, somente grandes círculos cartunescos brancos. O sorriso. O sorriso. Eu saí ontem a noite pra esquecer, mas certas coisas nunca me fogem. A porta do meu passado sempre me esmaga na parede. Eu caminho pelo inferno mais silencioso possível. Estou fazendo qualquer sentido? Quando vi ao longe não consegui parar de encarar. "Você vai esquecer", ela disse. "Você vai ignorar", ela disse. "Você nunca vai conseguir escapar", ela disse. E minhas visões de um céu decadente, aonde foram parar?
Aplausos me cercam na minha última hora. Nesse meu último momento. Crianças correm em direção ao sol, o som lentamente morre com a luz. Eu tive um sorriso pra todos que eu conheci. E nessa hora que tudo está confuso, eu sinto meu sangue desistindo. Enquanto o lobo rasga tudo. Enquanto minha corda acaba. Enquanto as pessoas esquecem de tirar fotos. Enquanto o silêncio se torna barulhento demais. Enquanto eu batalho cada vez mais pra fazer menos sentido.
Quando voltei pra casa aonde eu cresci ela não era mais uma casa. Era um espaço. Havia essa pessoa no meio, eu me aproximei. Ele não tinha olhos, somente grandes círculos cartunescos brancos. O sorriso. O sorriso. Eu saí ontem a noite pra esquecer, mas certas coisas nunca me fogem. A porta do meu passado sempre me esmaga na parede. Eu caminho pelo inferno mais silencioso possível. Estou fazendo qualquer sentido? Quando vi ao longe não consegui parar de encarar. "Você vai esquecer", ela disse. "Você vai ignorar", ela disse. "Você nunca vai conseguir escapar", ela disse. E minhas visões de um céu decadente, aonde foram parar?
Aplausos me cercam na minha última hora. Nesse meu último momento. Crianças correm em direção ao sol, o som lentamente morre com a luz. Eu tive um sorriso pra todos que eu conheci. E nessa hora que tudo está confuso, eu sinto meu sangue desistindo. Enquanto o lobo rasga tudo. Enquanto minha corda acaba. Enquanto as pessoas esquecem de tirar fotos. Enquanto o silêncio se torna barulhento demais. Enquanto eu batalho cada vez mais pra fazer menos sentido.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
about my life with the thrill kill kult
Hello-hi. My name is Lexi Belle and I'm here to promote a very special cause. Do you know that mongolian kids suffer all kinds of abuse from their parents, including unrequested sexual advances and cyber-bullying. It's true, it's also very sad. Almost as sad as people still liking Foo Fighters up to this year. I mean, what the fuck is wrong with you? Fuck the mongolian kids, but Foo Fighters? No wonder we've never been so close to the apocalypse as we are right now. I think David Grohl is also quite fond of kids regardless of country, but I digress. People who donate to the aid of the mongolian kids will get a chance to fuck me. Don't take it personally, but I'll only accept big dicks. And I mean big stuff, then you can do whatever the fuck you want. You can have hairy balls, can be into S & M, bring your pregnant lady so we can whip her, finger bangs, bestiality, she-males whatever. With a big hard throbbing cock you can shit on my face and I'll lick it like motherhumpin ice cream. Let's Butt-bang for the children. Oh, and no Village People-style 'stache. Shit's gay niggas.
Love,
Lexi.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sobre convidados especiais parte 4, a batalha final
Olá, acredito que vocês já saibam que eu sou nesse ponto. Se esse meu texto chegou até seus olhos provavelmente quer dizer que eu não estou mais entre vocês. O que eu posso dizer, eu tive uma boa estrada mas cheguei no meu destino. Cheguei? Não há uma noite que eu não sonho com as mulatas de outrora. Elas lambem meu corpo inteiro. Acordo só pra constatar minha terrível dor nas costas. Esses dias fui fazer um concerto, fui terrivelmente vaiado. Não num sentido cômico Carlinhos Brown, mas foi algo bem sério. Eu me senti odiado. Desprezado. Velho. Acabado. O que aconteceu com a gentileza do ser humano? Por que todo cara sem graça se acha a pessoa mais engraçada do mundo por saber reciclar piadas? Não parece um mundo aonde eu queira viver. Não mais.
Então tracei meu plano perfeito. Meu plano mais perfeito. O problema era executar. Eu nunca tive medo da morte. Como notório crente em Deus, eu acredito que tudo termina. Sem mais delongas. O descanso sem fim, o eterno vazio, o vazio preenchendo aonde não havia espaço. Eu quero entregar minha cabeça, ser a pessoa mais inteligente que eu conheço se provou na verdade solitário. Todos os dias pensando demais em cada vez menos assuntos. A ausência do abismo pra encarar. O frio que ficou. Tudo. Eu estagnei no meu castelo de solidão, quero voltar a dormir.
Então fica aqui minha despedida. Eu liguei já o gás e tranquei tudo, escrevo isso e deixo salvo pro meu amigo Marcelo mandar como um último adeus. Como uma última lembrança. Fiquem com Deus, lembrem-se que sem ele ninguém chega a ele. Vou sem culpa. Nesse ponto eu acho que eu estou quebrado demais até pra chorar. Meus filhos ilegítimos, espero que vocês cresçam e tenham orgulho de mim. Minhas ex-mulheres, pra vocês ficam meu grande "vai se fuder". E pros meus fãs... Ah, pros meus fãs. Eu os amei, Deus, eu os amei, eu os amei, eu os amei, eu os amei, eu os amei.
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