terça-feira, 31 de maio de 2011

sobre convidados especiais parte 3, a vingança



Olá meus irmãos, como vão todos nessa ensolarada tarde de terça-feira? Eu sou o Nelson Ned, volto aqui nesse espaço pra divulgar uma causa importante. Eu estava deitadão nos meus aposentos quando liguei a TV e estava passando Houve Uma Vez Dois Verões. Que porra é aquela? Meu cérebro desligou eventualmente nas péssimas atuações, tive um pesadelo com a protagonista enfiando um copo em um lugar delicado, retirando caco de vidro por caco de vidro depois. Acordei-me suando, levantei e corri até a cozinha. Ainda alucinando com o enredo medonho do filme, meu telefone decidiu tocar. Era uma ex-mulher minha, pediu pra que eu ligasse a TV. Deparei-me com a Ana Maria Braga fazendo um monólogo enorme, pedindo desculpa pelo flagra que deram nela agarrada numa zebra no zoológico. Explicou que tinha achado algo sujo no meio das pernas dela, que tentou limpar com as mãos só que não saiu, o que a fez usar a boca. Pareceu convincente o suficiente. E me fez pensar em algo realmente profundo.


Desloquei-me até a padaria na esquina, fui falar com seu Manoel sobre tudo aquilo. Ele disse "Nelson, meu velho, quando você pretende me devolver aquela fita da Sula Miranda?". Tudo nesse mundo é cobrança. Ninguém nunca me procura pra contar que eu ganhei uma herança, é só dívida. Por que o mundo é assim? Minha mãe já dizia que as mulheres vão me procurar meramente pelos meus dotes físicos, e depois de sugar meus fluidos com um canudinho elas me deixaram desesperadamente jogado na calçada. Acho que não posso reclamar!


Em 1979, eu viajei pra Cuba. Foi foda de entrar, foi fácil ter vontade de sair. Cantei bolero pra multidão ensandecida, essa garota me olhava de longe. Ela era linda. Sua pele morena, seu corpo violão, sua arcada dentária ausente. Nossos corpos pegaram fogo naquela noite. Ela olhou pra mim depois do ato, disse algo em espanhol. Eu respondi "je n'avais pas qu'un seul mot a lui dire", virei pro lado e botei minha roupa. Ainda lembro do jeito que seu corpo tremeu junto ao meu, como eu tive que salvá-la antes que ela engolisse a língua. Lágrimas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

minha vida com manchete do vale

Marina era uma garota estranha. Ela costumava beber pra ficar encarando os barcos deixando o porto. Ela não tinha um braço, perdeu num acidente bizarro com torniquete quando tinha 7 anos de idade. Sua mãe gostava de lembrar isso quando tomávamos chá antigamente, ela se mijava de rir berrando “você devia ter visto a cara dela!”. Já Marina não falava muito. Acho que era esse seu estilo. Ela também não tinha a ponta da língua, perdeu infelizmente quando aos 9 anos teve uma convulsão ao assistir Pokémon próxima demais da televisão. Foi o preço a se pagar pelos anos mais tresloucados daquela quente juventude. Seu pai contava as histórias sobre a brotolândia de outrora, sobre como tudo era mais limpo e as mulheres não passavam desodorante! Afinal, como todo mundo sabe, Marina tinha Hidrosadenite Supurativa nos sovacos, o que dificultou deveras sua vida social por muitos anos. Ela não se importava lá tanto.


Recordo-me de uma alegre conversa que eu tive com ela, até certo ponto dificultada pela gravíssima disfemia que ela possuía. Marina contou sobre como seu irmão mais velho gostava de ir em seu quarto colocar a mão por dentro de sua saia, e como ela ainda sente aquela coceira até hoje. Não dá pra inventar esse tipo de coisa! O mencionado irmão era um cara normal, até certo ponto bacana. Uma vez ele tava praticando handebol quando infelizmente atingiu a irmã na cabeça, resultado numa concussão de grau altíssimo. Até hoje Marina não sabia distinguir amarelo de azul, ascender em qualquer escada também se tornou um empecilho pra ela.


Certo dia ela recebeu o e-mail do cachorro sorrindo. Após convulsionar pesadão, ela pensou se tratar apenas de rotina, não tomou como mau presságio. Mal ela sabia! Aquela noite ele apareceu em seus sonhos. Disse que seu nome era Roberto e que ele precisava dela como redatora duma revista sobre a cultura itajaiense. Marina acordou suando, começou a chorar com seu lamentável, e aparentemente inevitável, destino. Na noite seguinte, ele apareceu de novo. Disse que ele daria uma Nikon profissional se ela aceitasse tirar fotos do ferry boat. Depois pediu que ela entrevistasse o Magru Floriano, baluarte da cultura local. Aí foi um pouquinho demais. Na manhã seguinte, um cinzento dia de maio, Marina se tacou da ponte. Bateu numa tartaruga que passava perdida e ficou meramente paraplégica. Ela ainda tem pesadelos com Itajaí, mas se orgulha de nunca ter aprendido a fazer um lead.

domingo, 22 de maio de 2011

sobre eu querer que o vento bata

Eu estava sentado, quebrando meu violão sem conseguir pensar em nada. Meu quarto sempre vazio, sempre desarrumado, sempre errado. Ele apareceu na janela. Era um passarinho bem pequeno, seus olhos brilhavam. Era tão bonitinho, ele só ficou ali parado me olhando. Em algum ponto nisso eu me senti compreendido. Eu disse adeus pra todas as minhas preocupações, e eu sei que aproveitei cada uma delas. E é um clichê falar assim, mas talvez eu simplesmente seja clichê. Ele foi embora. Aquela manhã estava mais cinza. Eu queria poder perguntar se outra pessoa também vê o coelho na lua, mas eu não tenho quem me responda. Eu ainda vejo toda noite. Estou indo pra lugar nenhum com uma velocidade impressionante, o impulso de só sentar e encarar a janela é forte. Talvez meu passarinho volte.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

6EQUJ5

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

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Minha cabeça estava no lugar mais estranho quando eu dei por mim. Os sons ecoavam perdidos, eu era meramente um espectador tentando discernir. O homem estava sentado no sofá, um sorriso largo em seu rosto, olhos vidrados em mim. Não havia risada mas eu certamente me sentia engraçado. A janela batucava em mim. Ela me chamou, eu fui até a porta e vi seu vulto no fim do corredor. Sua voz me cumprimentou ao meu lado, quando olhei de volta pro corredor já não havia nada lá. Algo me fez andar naquele corredor. O homem começou a rir notoriamente, mas a sala ainda morria em silêncio. A distância estava fria, eu me lembro. Chegando perto de onde vi o vulto, eu comecei a sentir meu corpo tremendo. Formigando. Minha perna não respondia tão bem meu chamado. Olhei pro lado e algo veio rapidamente em minha direção, com um barulho súbito. Seu rosto distorcia. E eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido.

Eu acordei do meu pesadelo no escuro. Tentei me mexer, quando percebi havia alguém no quarto. Ele estava abaixado próximo a porta, estava difícil de enxergar. Como lembrar de uma conversa tida num sonho, não tinha como ter certeza de nada. Ele se levantou. Veio andando lentamente em minha direção. Morrer é um processo, não importa o quão repentinamente aconteça. Ele parou do meu lado. Eu senti sua boca abrindo pra falar algo.

Minha cabeça estava no lugar mais estranho quando eu dei por mim. Os sons ecoavam perdidos, eu era meramente um espectador tentando discernir. O homem estava sentado no sofá, um sorriso largo em seu rosto, olhos vidrados em mim. Não havia risada mas eu certamente me sentia engraçado. A janela batucava em mim. Ela me chamou, eu fui até a porta e vi seu vulto no fim do corredor. Sua voz me cumprimentou ao meu lado, quando olhei de volta pro corredor já não havia nada lá. Algo me fez andar naquele corredor. O homem começou a rir notoriamente, mas a sala ainda morria em silêncio. A distância estava fria, eu me lembro. Chegando perto de onde vi o vulto, eu comecei a sentir meu corpo tremendo. Formigando. Minha perna não respondia tão bem meu chamado. Olhei pro lado e algo veio rapidamente em minha direção, com um barulho súbito. Seu rosto distorcia. E eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

sobre o novo do Arctic Monkeys

Minha reação, música por música pra você viver mais:


She's Thunderstorms - Já ouvi esse riff. É Oasis? É Blur? É Smiths? É a puta que pariu? O som da bateria tá nojento. O baixo tá preguiçoso. O Alex, que nunca foi lá um grande cantor, tá simplesmente desafinado. O solo é péssimo.

Black Treacle - Melhorou, mas ainda assim é meio sem graça. Repetição tosca do que eles faziam antes com um toque meio de rock alternativo lamentável. Não que o Arctic Monkeys seja conhecido por não se repetir, mas caralho.

Brick By Brick - Das 5 piores músicas que eu já ouvi na vida, e eu to falando bastante sério. É um Jet ruim, e Jet já é medonho de começo.

The Hellcat Spangled Shalala - Okay, rola palminha nessa música. O baixo é interessante, a música é completamente sem sentido. E pra mim música tem que fazer sentido. Não que eu interprete o significado, nem que eu seja pedante o suficiente ao ponto de só ouvir coisas supostamente "inteligentes". Mas tem que rolar algo que me prenda, e qual é esse elemento sobrenatural se eu soubesse explicar estaria rico. Tá parecendo R.E.M essa porra.

Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair - Não é das 5 piores músicas que eu já ouvi na vida. Mas tá por ali. O riff de guitarra é uma MERDA. O vocal me irrita profundamente. É Kasabian misturado com QOTSA. Tamo em 2011 rapazeada, se teu refrão é "uh, yeah yeah yeah" sua música provavelmente tá horrenda.

Library Pictures - Vontade grande de cancelar esse experimento e deletar essa porra, o que com certeza farei depois. Engraçado que a maioria dos fãs dessa banda odeia grunge, e isso aqui é um grunge da pior qualidade. A parte lenta parece Pearl Jam sem nenhuma inspiração.

All My Own Stunts - Duas notas? Sério? Alex Turner aqui tá no piloto automático. Nesse ponto, o disco já virou uma única massa sonora indistinguível.

Reckless Serendade - Groove de baixo chulé pra começar, o mesmo vocal cansado do Alex, a bateria ainda soa erradão. Cade a guitarra? Aaaaa pronto! Essa música soa absolutamente igual a que veio antes, que por sua vez soava igual a anterior, sendo que essa soava igual a bosta.

Piledriver Waltz - Essa música é boa, tenho que admitir. Ainda assim, parece uma B-side do Humbug. As tentativas deles de soarem psicodélicos sempre foram lamentáveis, e o vocalzinho com eco aqui ainda é bastante grosseiro. Mas beleza.

Love Is A Laserquest - Sem sacanagem, parece a música anterior PRA CARALHO. Ou Cornerstone. Que são 2 músicas legais e tal, então acho que essa aqui também é bacaninha. Nesse ponto, eu já esqueci o que é criatividade, mas eu nem me importo mais!

Suck It And See - DE NOVO A MESMA PORRA DE MÚSICA?

That's Where You're Wrong - E o disco termina como começou. Um britpopzinho safado, o vocal tá horrível, o baixo ainda soa preguiçoso, a bateria tá nojenta, etc.


Em defesa ao Arctic Monkeys, eles demoraram um pouco mais do que o normal pra ir pro vinagre. Mas finalmente foi. Salve "Piledriver Waltz" e "Love Is A Laserquest", delete o resto, seja feliz. O disco tá tão bunda que até meu texto ficou a carater.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sobre segunda e basquete

Eu tive o bloqueio de criatividade mais estranho hoje. Antes de começar a escrever, eu tinha algo brilhante. Era épico. Era um enredo comovente, cheio de viradas inesperadas, com um final kafkiano, era minha obra-prima. Também seria bastante sensual, coisa pra fazer a garota tirar a calcinha de renda. Mas em algum ponto eu perdi. Eu também li que masturbação pode ser amplamente contraprodutivo dependendo da sua área. Não que isso tenha qualquer relação aqui. Mas... Continuando, eu então comecei a escrever algo sobre eu entrar na minha cabeça em busca do texto perdido. Algo como a pior imitação da Divina Comédia imaginável. E, muito embora o black metal atmosférico seja um gênero deveras inspirador, eu fracassei terrivelmente, meus escritos ficaram uma merda. Joguei tudo fora. Fiz então um vídeo de comédia, mas também não me agradou. Ficou total sem graça, e eu nem tenho a sorte de ser vesgo. Não consigo não pensar que se meu vídeo tivesse ficado engraçado eu talvez conseguiria trabalhar na MTV. Eu conseguiria representar o rock nacional, conhecendo a fundo todas as grandes bandas. Eu conheceria o Chuck, baluarte da cultura tupiniquim. Bem, pensando bem, ser sem graça talvez seja uma boa.


Comecei a fazer um roteiro pra um filme de porradaria. A história era simples: um agente do FBI estava investigando um armazém abandonado quando descobriu que ali havia um portal que dava pro inferno, o que explicaria a cidade de Bombinhas. De repente, nosso protagonista se encontra obrigado a sair no braço com um demônio chifrudo e bombado. Claro que a premissa ainda apresenta buracos, mas eu achei que podia fazer funcionar. Eu deixei esfriar um pouco a ideia, e fui trabalhar num job de publicidade. Mentira, só queria uma vez na vida poder usar o termo “job”. A sensação é tão merda quanto eu imaginava.


Rendi-me ao vício do videogame, esperando ter algum brainstorm. E veio! Eu comecei a escrever, eu estava empolgado! Parecia cena de filme, tenho certeza que rolou até alguma trilha sonora pra minha compenetração na ação. Meus olhos vidrados, poesia em ação. Fui ler meu texto. Era algo como “ARRGAALBBBRGLEBLAHBLAHBARKBARKBARKBARK” repetido algumas muitas vezes. Eu não entendi. Desapontado, chutei a geladeira porque talvez eu não tenha em mim. Fui no banheiro. E aí sim me ocorreu:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

sobre medo

O telefone tocou. Eu fiquei mudo. A voz permanecia doce, inalterada e plástica. Quantos anos fazia? As estações começaram a se misturar rapidamente, o frio distante dominava. Como andar numa cidade fantasma. Eu tinha esquecido tudo aquilo, mas acho que ninguém nunca realmente esquece. Não, o passado nunca realmente passa. E eu lembro dos nomes, nomes que eu jurei nunca mais repetir. Lugares que eu jurei nunca mais retornar. Rostos que eu jurei nunca mais. O toque do telefone trouxe tudo de novo. O medo de morrer. Medo do pesadelo. Medo do amanhã. Medo do escuro. Medo do escuro. Eu tenho um medo constante que algo está sempre perto!



BOA SEXTA FEIRA RAPAZEADA \m/!!!!!

domingo, 1 de maio de 2011

sobre sei lá



Boa tarde, vocês sabem que eu sou. Óbvio que sabem. Eu vim aqui defender as pessoas que trabalham com comédia de uma forma geral, volta e meia alguns de vocês sacaneiam achando que é fácil. Fácil? Fácil? Eu sou engraçado, porra! Sério, eu sou bastante engraçado. Eu até coloco algum palavrão nos meus shows, só pra manter o público honesto. Nada é mais puramente engraçado do que soltar um bom "caralho", é o ouro da comédia! E eu falo de mamilos, sabem quem tem mamilos também? Gorilas! Aí está algo pra se pensar. Gorilas tem mamilos E gostam de receber boquete! Puta que pariu!!!


Mas uns tempos atrás teve uma manifestação num show do Terça Insana, com meu amigo Marco Luque. Alguns idiotas não riram e ficaram fazendo cara de sono. Porra, não é assim. Aquilo é humor inteligente! Ele se veste de taxista até, e porra, você sabia que taxistas falam engraçado? É sim! E como todo mundo sabe, eu sou a pessoa mais influente do planeta. E como todo mundo sabe, eu sou alto. E sou gaúcho. Então evidentemente que vou fazer piadas sobre o tamanho do meu pau. Então subi no palco, peguei o microfone e mandei ver na minha rotina. Eles ainda não riram. Ignoramus et ignorabimus! Isso não tava certo. Desci do palco e convidei pra treta, porque todo mundo sabe que além de tudo eu sou um filho da puta. Mais que hitler. Fato. Mamilos.


A polícia chegou, eu fui autuado e tive que pagar indenização pros cuzões. Mas isso tudo só porque o povo não sabe como é foda. É complicado. É dedicação. Mas vocês ainda podem ver minha mente privilegiada nuns 550 programas da band. E não perca, na metade do ano eu vou também começar a comentar futebol. Porque não existe veículos o suficiente pra quem sabe fazer piada com filme pornô!