segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

sobre carlos e os garotos da banda

Eu sempre torci demais pelo underdog. Em quase tudo. Quando me falam que Nico - Acima da Lei é o melhor filme do Steven Seagal, eu tenho que lembrar que aquele que ele baixa a porrada no William Forsythe também é muito bom. Quando vou ver jogo do Sereias da Vila, máxima potência do futebol mundial e sinônimo de entretenimento, contra o Asa de Arapiroca, eu torço pro Asa. Quando defendem o Axe Marine, eu tenho que lembrar que o Musk tem mais cheiro de construção. Eu gosto mais das 4 da manhã do que das 3, embora nem eu consigo encaixar uma metáfora nisso. E se eu não consigo encaixar uma metáfora é porque realmente não pode ser feito. Eu nunca gostei de carnaval mas sempre gostei de Touradas em Madri.


Claro que tem limite. Se o seu Beatle favorito é o George, você está fazendo algo errado. Quando ele não estava cagando os discos dos Beatles com aquela música oriental fast-food bosta do caralho, ele estava "ousando" no começo da carreira solo, fazendo música eletroacústica pra retardados. Você também não pode preferir o Marlboro Azul porque, francamente, aquilo é um erro da natureza. Mas voltando aos Beatles, nesse tipo de banda com mais de um compositor eu sempre prefiro o 'outro'. No Uncle Tupelo era o Jay Farrar pra mim, mesmo o Jeff Tweedy depois tendo formado uma das melhores bandas da história de tudo desde sempre, e mesmo ele tendo comido a mulher do Jay.


Por isso (não que eu saiba explicar qual a relação daquilo com o que vem a seguir, mas você certamente já leu coisas piores na internet) pra mim o Carl Barât é a alma do Libertines. Você discorda? Eu discordo de você discordar. Não é algo racional, algo que pode ser debatido. Você perdeu a discussão antes dela começar. O nome do Carl tem até acento no meio, e ninguém nunca acerta aonde. Libertines pra maioria das pessoas sempre foi sobre o Pete. Óbvio. Ele é espalhafatoso, ele comia meia europa ocidental e era comido pela metade oriental, ele fez as músicas mais famosas. Pra mim não interessa, eu defendo o Carl ao ponto que parece homossexualidade. Mas é por todos os motivos certos, não é também como se eu tivesse falando da voz do magrão do Circa Survive. "Mas é um tom impossível"! É o tom cagão na verdade.


Quando alguém vier te oferecer Schweppes Citrus, pergunte se não tem de pêssego. Seja chato. Não funciona muito bem pra mim, mas é solitário no topo. Sempre ouvi. Eu sabia que não devia ter começado outro parágrafo.

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