domingo, 13 de fevereiro de 2011

sobre kiss não ser engraçado

Eu acordei. Minha porta gritava uma claridade que não fazia o menor sentido. Na sala, minha mãe gritava que fulana ia sair no BBB. Eu não sei quem é fulana, achei informação demais. Tudo é informação demais, minha cabeça está grávida. Eu olho a claridade em baixo da minha porta. É uma música sem ritmo, e sim, eu e minhas metáforas sem sentido. Eu e cada coisa que não faz sentido sobre mim. Mas não é sobre mim. Nem sobre a claridade. Nem sobre BBB.


Chove na minha cidade. Eu perambulo do meu quarto até a cozinha. Meu cachorro me late sorrindo, mas eu não tenho tempo pro non sequitur cotidiano. Não não. Não hoje. Hoje meu dia está musical, eu ouço qualquer coisa e acho lindo. Ligo no Faustão e rio das video-cassetadas. Ligo na Band e acho os comentários do CRAQUE NETO profundamente incisivos. Eu escuto Blind Guardian e balanço a cabeça falando pra mim mesmo 'bah, que foda ein'. Hoje eu estou totalmente parcial.


O disco que eu mais ouvi na vida foi o Music for Aiports do Brian Eno. Eu sou um cara esquisito. Tem algo ali que sempre me acalma, sempre deixa tudo parecendo tão mais simples. Meus medos vão embora. E eu não sou normalmente a pessoa que é habitualmente otimista, mas sou eu que estou falando agora. Music for Aiports não sai da minha cabeça.

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