segunda-feira, 13 de junho de 2011

sobre convidados especiais parte 4, a batalha final



Olá, acredito que vocês já saibam que eu sou nesse ponto. Se esse meu texto chegou até seus olhos provavelmente quer dizer que eu não estou mais entre vocês. O que eu posso dizer, eu tive uma boa estrada mas cheguei no meu destino. Cheguei? Não há uma noite que eu não sonho com as mulatas de outrora. Elas lambem meu corpo inteiro. Acordo só pra constatar minha terrível dor nas costas. Esses dias fui fazer um concerto, fui terrivelmente vaiado. Não num sentido cômico Carlinhos Brown, mas foi algo bem sério. Eu me senti odiado. Desprezado. Velho. Acabado. O que aconteceu com a gentileza do ser humano? Por que todo cara sem graça se acha a pessoa mais engraçada do mundo por saber reciclar piadas? Não parece um mundo aonde eu queira viver. Não mais.


Então tracei meu plano perfeito. Meu plano mais perfeito. O problema era executar. Eu nunca tive medo da morte. Como notório crente em Deus, eu acredito que tudo termina. Sem mais delongas. O descanso sem fim, o eterno vazio, o vazio preenchendo aonde não havia espaço. Eu quero entregar minha cabeça, ser a pessoa mais inteligente que eu conheço se provou na verdade solitário. Todos os dias pensando demais em cada vez menos assuntos. A ausência do abismo pra encarar. O frio que ficou. Tudo. Eu estagnei no meu castelo de solidão, quero voltar a dormir.


Então fica aqui minha despedida. Eu liguei já o gás e tranquei tudo, escrevo isso e deixo salvo pro meu amigo Marcelo mandar como um último adeus. Como uma última lembrança. Fiquem com Deus, lembrem-se que sem ele ninguém chega a ele. Vou sem culpa. Nesse ponto eu acho que eu estou quebrado demais até pra chorar. Meus filhos ilegítimos, espero que vocês cresçam e tenham orgulho de mim. Minhas ex-mulheres, pra vocês ficam meu grande "vai se fuder". E pros meus fãs... Ah, pros meus fãs. Eu os amei, Deus, eu os amei, eu os amei, eu os amei, eu os amei, eu os amei.

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