quinta-feira, 23 de junho de 2011
minha cabeça grávida
Suas roupas estavam rasgadas, espalhadas pela escada. Havia um rastro de sangue que aparentemente não levava pra lugar nenhum. A inocência que foi perdida quando eles vieram. Como cada passo denunciava o que estava por vir. Ninguém se importou, eu acho. Ventava aquela noite, ela estava sozinha em casa quando um grupo de maníacos arrombou sua porta. Como um beijo súbito, eles sumiram com sua roupa. Os gritos ecoavam pela parede. Tantas mãos. Ela estava no chão enquanto eles faziam turnos, o que mostra que pelo menos o cavalheirismo não acabou. Seu corpo desistia dela, não mais dor seria sentida. Não mais dor seria sentida. Arrastaram-na para o topo da escada. Os segundos se tornaram longos rituais. Trouxeram pra fora tudo que estava dentro. Enfiaram um copo e retiraram caco de vidro por caco de vidro, o sangue neles parecia alienígena. Ela foi deixada lá para morrer, mas ei, pelo menos ouvi dizer que ia dar praia.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário