Eu quero escrever algo genial. Não importa o assunto, não importa o enredo, a estrutura, nada. Eu quero qualidade, eu quero algo que impressione. Porque eu sou um eterno viciado em comentários, eu e meu nunca pequeno egocentrismo. Eu culpo o BBB. Em algum ponto depois de 11 edições, eu parei de me importar com um futuro. Com algo definido. Com uma vida mais responsável. Eu só quero saber da minha química, quero saber de manter as afinidades. Será que eu estou mal falado na casa? Essas coisas tomaram conta de mim, eu só quero que a galera veja que eu jogo com o coração. Não que eu tenha visto 1 minuto de BBB, na real eu acho que eu só vi o primeiro, e só aquele cara dançando forró com uma boneca inflável. E mesmo assim essa piada teve mais graça na minha cabeça.
Mas ainda assim me nego a escrever sobre algo. Não hoje. Hoje é só sobre qualidade. Eu quero pessoas rindo encantadas pelo meu intelecto. Eu almejo Yeats, Coleridge, Bruna Surfistinha e Potocki. Não sei bem como chegar nesse tão sagrado nível, ninguém ganha um manual de instruções. Não é tipo Mario que tu pode só cair no buraco e voltar pro começo da fase. Não tem buraco pra cair, você só pode evitar metáforas medíocres como essa envolvendo "buraco" seria. É meio desesperador. E eu me apaixonei pelo conceito da musa decadente, do artista torturado, dos problemas inventados. Só nunca consegui começar, nunca achei a aplicação. Chame de bloqueio criativo sem a criatividade. Acho que eu constantemente espero pela tempestade no meu cérebro. E aí o que?
Eu vou pra qualidade, então. Eu rezo pra acertar, rezo pra que dê tudo certo e que o tempo não me passe. Eu espero. Se a qualidade não vier, bom, tem sempre a mudança de direção. Sempre? Sempre sempre? Sempre sempre? Sempre é algo que não existe, mas eu já tenho medo o suficiente disso pra admitir num texto, ainda mais esse aqui que é pra ser de uma qualidade espantosa. Mas eu não vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura, muito menos histericamente famintas e nuas. Não me deram tanto material assim pra trabalhar, sabe. Eu cresci numa mistura de Power Rangers e Cine Privê. Eu quero escrever algo genial, mas acho que eu tenho que ficar satisfeito com um misto quente e uma refriscola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário