quinta-feira, 11 de agosto de 2011

top 10 - vocalistas

Odeio parágrafo de abertura de Top. Pra mim ou é anedota envolvendo um detetive chamado Max Pênis ou o rolê não fez sentido. Vou me limitar.

Menções honrosas: Nelson Ned.


10- Otis Redding



Eu tenho uma teoria que negros, de uma forma geral, conseguem imprimir muito mais sentimento na voz do que brancos. É questão cultural. E, muito embora possa parecer racismo, isso realmente transparece, ficando bem evidente com o nosso amigo Otis. Morreu cedão e mal, mas enquanto vivo comia todo mundo, nunca deu uma broxada, espantando as fêmeas com sua jurubeba tamanho bem grande. Seu tom era sempre perfeito, suas músicas são pra dançar juntinho com a pessoa em questão.


09- Kazu Makino



Um amigo meu certa vez apresentou uma brilhante ideia sobre como comer uma japonesa seria uma boa, afinal, elas tem o CANAL VAGINAL teoricamente mais APERTADO. Não sei que sentido tem isso, até porque não comi uma japonesa na minha vida. Mas a nossa Kazu fica incompreensivelmente gemendo no microfone o tempo todo, pro nosso deleite. Muito embora ela provavelmente esteja pensando em safadices com tentáculo, eu gosto de acreditar que é mero feeling, dedicação, e no fundo que se foda, ela dá um charme todo especial pras já fantásticas composições do Blonde Redhead.


08- Sebastien Grainger



Death From Above é uma ignorância. É impossível falar da banda sem usar uma metáfora envolvendo coçar o saco, sem digitar tão forte a ponto das porras das teclas do notebook ficarem afundadas, sem começar a no meio da frase perder a vontade de formular palavras e sóklkkkdfokfwew///ds/2@@@@. Isso você lê em qualquer análise merda de música. Acabei de ouvir "não acredito que você usa meu creme pra se masturbar no banheiro" - é confrades, de 2012 não passa mesmo. DFA chama atenção de princípio pelo instrumental, e não poderia ser diferente. Mas pra mim o vocal do Grainger merece dois polegares estendidos, coçando o saco.


07- King Diamond



Posso resumir em só uma palavra: PUTA QUE PARIU!!!!


06- Isaac Hayes



Som dos anjos fazendo amor usando manteiga de lubrificante, Isaac tinha o mojo. Lembro quando ele morreu entrei em luto, passei meses sem fuder, o que pode ou não ter tido qualquer relação com a morte dele. Verdade que ouvindo além do que fica superficial, o nosso querido Chef tinha uma voz poética pra caralho. Certa vez ele pintou num puteiro, sem grana. A cafetina chegou botando ordem na porra, perguntando que merda ele estava fazendo ali. Ele apagou as luzes, disse "BITCH RIDE MY COCK". O puteiro 9 meses depois virou uma maternidade.


05- James Murphy



Algo que toda banda de garagem bosta aparentemente esquece é a necessidade de um vocalista. Não só no sentido de cantar bem, mas de ter alguma presença. O rosto da sua música vai sempre ser a interpretação vocal. O James Murphy dominava as atenções com sua voz no LCD Soundsystem, mesmo as letras não sendo aquela maravilha, ele passava por elas sempre com alguma paixão. Sua presença de palco é inegável, e ele é o herói do homem comum. Gordo, feio, desajeitado, sempre com cara de ressaca, sempre desarrumado. Comeu mais gente do que conseguimos imaginar.


04- Charlyn Marie "Chan" Marshall



Mais conhecida como Cat Power, a Chan tem uma voz delicada pacas. Sua carreira foi um pouco pro vinagre quando ela parou de beber, mas principalmente o que ela registrou em Moon Pix é mais do que o suficiente pra mim. Foda que mulher na música sofre, inevitavelmente, um tipo de preconceito bobo. Tá, ela é GATA (parêntese), mas sua (eu queria mesmo colocar um parêntese, mas esqueci o que queria falar) música não tem relação com isso. Seus trabalhos são próximos aos que fizeram Bill Callahan, Will Oldham, Jason Molina, etc. Um tipo de country/folk desolado, tipicamente americano. Vá na página do last.fm dela e veja as comparações com artistas que não tem qualquer relação com seu som, mas são todas mulheres. Aprecie a música. E aprecie essa voz.


03- Patrick Stickles



Líder do antológico Titus Andronicus, Patrick está aqui mais pelas suas letras do que pela sua voz propriamente dita. As letras do The Monitor são realmente belíssimas, infinitamente melhor do que muito livro merda que professor egocêntrico recomenda em faculdade de jornalismo como se fosse a salvação da humanidade. O conceito, misturando a guerra civil americana, fugir de New Jersey e num geral não se adaptar em lugar algum, faz todo sentido pra mim. A última frase do disco, quando, resignado, o Patrick afirma "I'd be nothing without my darling, please don't ever leave me" pra todos os seus problemas, consegue sempre me emocionar. Ei, sou do metal mas também tenho sentimentos. Por ter feito algo tão próximo a mim, eu te saúdo.


02- Jeff Mangum



A primeira coisa perceptível ao ouvir Neutral Milk Hotel é quão desafinado o vocalista é. Se fosse de qualquer forma diferente, no entanto, a banda seria uma bosta. Eu conheci NMH numa tarde, lá por 2005-2006. É aquele clichê mais batido, mas realmente abriu meus horizontes musicais. Falou comigo. Foi ali que eu decidi que ouvir música meramente "boa" não fazia qualquer sentido. Foda-se isso. Eu quero ouvir música ignorante, instintiva, irracional. Não acredito em nada diferente, me nego a ver como possibilidade. Se eu sou desafinado, por que ele não deveria ser?


01- Karin Dreijer



Ah, Karin. Seus vocais se contorcem em diversas facetas, todas estranhas, todas ameaçadoras. The Knife é a melhor banda relacionada a indie surgida nos anos 2000, de longe até. O que os irmãos Dreijer fizeram no Silent Shout devia ser tema de TCC em faculdade de enfermaria, devia ser obrigatório em casas de show, é minha playlist pra funeral. A Karin é dificilmente uma mulher bonita, mas sua voz a torna além de humana, etérea, inexistente, como um pesadelo que sentimos falta pela manhã. Nenhum outro intérprete chega perto pra mim.


Max Pênis está sentado confortavelmente em seu escritório...

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