segunda-feira, 22 de agosto de 2011
título
Diário. A cidade cheira a essência de sauna, todas as pessoas se limitam a lustrar latas de lixo. Trouxe, mãe, não precisa levantar. Minhas músicas ainda são as mesmas, acho que posso dizer que não mudei tanto. João acordou somente para encarar o céu assustador ao seu redor, na janela sua avó esquecia as frases na metade. Eu estava no meio da rua quando vozes me cercaram, nunca realmente se aproximando, só quando as luzes morreram. Valsa. Padaria que oferece punheta no cardápio. Sou pra sempre uma propaganda ruim num programa de auditório chato. A garota está morta, nenhum Deus nunca pode te ajudar, não existem gigantes que merecem a morte, o jardim secreto foi uma invenção. Ouço um espirro saindo do meu armário. Caveiras mexicanas dançando. Ainda não há muito em mim que eu respeito. Não quero esquecer, como num liquidificador de memórias. Lucidez. Amor esquenta. Espelho. Anagrama. Seja você de novo outras vezes. Lucidez. Na janela sua avó esquecia as frases na metade. Netuno não está logo ali, queria jogar boliche de video-game mais uma vez. Estamos dançando agora, enquanto nossos pés param de tocar o chão. Não há diálogos, não sei usar aspas, porra nem vírgulas. Acho que - acredito que - eu talvez deveria tentar - conseguir,. João acordou somente para ! Porra de estrelas cadentes, sonhos com, rodas gigantes meu parque de diversão secreto. noturno, cheio de gente que eu não conheço e - completamente perdido no senso de tempo espaço... Eu consegui, escapar do castelo, escapar do castelo escapar do, castelo. Exercício lamentável da minha parte. Punheta que oferece padaria no cardápio. Abri a geladeira, falou comigo minhas. Mãos não tocam mais meu rosto. Discos esquecidos arranhados se repetindo aquele armazém tem um. Lobisomem que empala garotas. Sonhos com o cachorro sorrindo. Ouço um liquidificador do meu armário a morte, o jardim secreto foi uma invenção. Mar perdido . !
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