Minha cabeça estava no lugar mais estranho quando eu dei por mim. Os sons ecoavam perdidos, eu era meramente um espectador tentando discernir. O homem estava sentado no sofá, um sorriso largo em seu rosto, olhos vidrados em mim. Não havia risada mas eu certamente me sentia engraçado. A janela batucava em mim. Ela me chamou, eu fui até a porta e vi seu vulto no fim do corredor. Sua voz me cumprimentou ao meu lado, quando olhei de volta pro corredor já não havia nada lá. Algo me fez andar naquele corredor. O homem começou a rir notoriamente, mas a sala ainda morria em silêncio. A distância estava fria, eu me lembro. Chegando perto de onde vi o vulto, eu comecei a sentir meu corpo tremendo. Formigando. Minha perna não respondia tão bem meu chamado. Olhei pro lado e algo veio rapidamente em minha direção, com um barulho súbito. Seu rosto distorcia. E eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido.
Eu acordei do meu pesadelo no escuro. Tentei me mexer, quando percebi havia alguém no quarto. Ele estava abaixado próximo a porta, estava difícil de enxergar. Como lembrar de uma conversa tida num sonho, não tinha como ter certeza de nada. Ele se levantou. Veio andando lentamente em minha direção. Morrer é um processo, não importa o quão repentinamente aconteça. Ele parou do meu lado. Eu senti sua boca abrindo pra falar algo.
Minha cabeça estava no lugar mais estranho quando eu dei por mim. Os sons ecoavam perdidos, eu era meramente um espectador tentando discernir. O homem estava sentado no sofá, um sorriso largo em seu rosto, olhos vidrados em mim. Não havia risada mas eu certamente me sentia engraçado. A janela batucava em mim. Ela me chamou, eu fui até a porta e vi seu vulto no fim do corredor. Sua voz me cumprimentou ao meu lado, quando olhei de volta pro corredor já não havia nada lá. Algo me fez andar naquele corredor. O homem começou a rir notoriamente, mas a sala ainda morria em silêncio. A distância estava fria, eu me lembro. Chegando perto de onde vi o vulto, eu comecei a sentir meu corpo tremendo. Formigando. Minha perna não respondia tão bem meu chamado. Olhei pro lado e algo veio rapidamente em minha direção, com um barulho súbito. Seu rosto distorcia. E eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido, eu luto pra fazer sentido.
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