segunda-feira, 16 de maio de 2011

sobre segunda e basquete

Eu tive o bloqueio de criatividade mais estranho hoje. Antes de começar a escrever, eu tinha algo brilhante. Era épico. Era um enredo comovente, cheio de viradas inesperadas, com um final kafkiano, era minha obra-prima. Também seria bastante sensual, coisa pra fazer a garota tirar a calcinha de renda. Mas em algum ponto eu perdi. Eu também li que masturbação pode ser amplamente contraprodutivo dependendo da sua área. Não que isso tenha qualquer relação aqui. Mas... Continuando, eu então comecei a escrever algo sobre eu entrar na minha cabeça em busca do texto perdido. Algo como a pior imitação da Divina Comédia imaginável. E, muito embora o black metal atmosférico seja um gênero deveras inspirador, eu fracassei terrivelmente, meus escritos ficaram uma merda. Joguei tudo fora. Fiz então um vídeo de comédia, mas também não me agradou. Ficou total sem graça, e eu nem tenho a sorte de ser vesgo. Não consigo não pensar que se meu vídeo tivesse ficado engraçado eu talvez conseguiria trabalhar na MTV. Eu conseguiria representar o rock nacional, conhecendo a fundo todas as grandes bandas. Eu conheceria o Chuck, baluarte da cultura tupiniquim. Bem, pensando bem, ser sem graça talvez seja uma boa.


Comecei a fazer um roteiro pra um filme de porradaria. A história era simples: um agente do FBI estava investigando um armazém abandonado quando descobriu que ali havia um portal que dava pro inferno, o que explicaria a cidade de Bombinhas. De repente, nosso protagonista se encontra obrigado a sair no braço com um demônio chifrudo e bombado. Claro que a premissa ainda apresenta buracos, mas eu achei que podia fazer funcionar. Eu deixei esfriar um pouco a ideia, e fui trabalhar num job de publicidade. Mentira, só queria uma vez na vida poder usar o termo “job”. A sensação é tão merda quanto eu imaginava.


Rendi-me ao vício do videogame, esperando ter algum brainstorm. E veio! Eu comecei a escrever, eu estava empolgado! Parecia cena de filme, tenho certeza que rolou até alguma trilha sonora pra minha compenetração na ação. Meus olhos vidrados, poesia em ação. Fui ler meu texto. Era algo como “ARRGAALBBBRGLEBLAHBLAHBARKBARKBARKBARK” repetido algumas muitas vezes. Eu não entendi. Desapontado, chutei a geladeira porque talvez eu não tenha em mim. Fui no banheiro. E aí sim me ocorreu:

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