domingo, 17 de abril de 2011

sobre pera, uva, maçã e salada mista

Eu tenho uma baita história sobre bullying, parte dela pode ser ficção. Quando eu estudava num respeitável colégio no Rio de Janeiro, tinha um colega de sala chamado Luiz Alfredo que sofria. Nem por nada muito específico, ele só era mais caladão. Agora, eu nunca sofri bullying, nem nunca pratiquei bullying. Eu quero acreditar que sempre fui simpático, mas na real sempre fui bizonho demais pra se importarem em me incomodar. Mas o Luiz Alfredo não! Era foda. E lá no Rio é uma batalha perdida, quem tira sarro são uns guris mais vagabundos do que eu, só que eles podem bater um futevôlei na praia as 3 da tarde duma terça por causa dos pais. Tudo filho de médico, advogado, essas merdas. Tudo filho de puta também. Mas não vou julgar, não estou aqui pra isso.


Uma vez esse Luiz Alfredo foi perseguido até em casa por uma galera. Nessa época eu já namorava uma menina da minha sala, não sei como isso é relevante, mas é domingo e eu devo ter esquecido uma parte importante do meu cérebro em algum lugar ontem. Continuando, ele foi perseguido até em casa. E nego xingava, e nego ameaçava bater, e nego corria atrás, e nego ria, e nego cagava E não limpava o cu. Foi um carnaval. A diretora da escola botou os meliantes numa fila em frente ao quadro, e desceu esporro. A professora que tava na sala também soltou a letra que aquilo não foi muito massa não. Passionalmente. Em algum ponto ela começou a chorar. A sala estava quieta. Tinha uma amiga que na época traficava bala e chiclete, e eu estou falando bastante sério. Até ela fechou temporariamente seu negócio em condolência.


Ele eventualmente saiu do colégio, mas eu sempre o encontrava no shopping da frente quando eu tava matando aula. Uma vez eu fui pra casa dele, e ele pediu emprestado uma fita que eu tinha de Super Nintendo. Era um jogo de Fórmula 1 (hum), total afudê. No final das contas, ele nunca mais devolveu minha fita. E a mãe dele era gostosa, acho que por isso que tava lembrando disso.

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