sexta-feira, 2 de setembro de 2011

de tessalonicenses, com ternura


Meu nome é Maicossuel e eu sou uma coxinha. Acho que essa é a primeira coisa que te fazem falar numa entrevista de emprego, por algum motivo. Não que eu seja de grande qualidade, minha massa é seca e meu recheio não faz sentido, mas ninguém escolhe o como nasce. Não conheci minha mãe, ouvi dizer que meu pai usava um belo topete. Minha namorada mora a dois vidros de distância, é o risoles de carne mais bonito dessa porra. Ainda não consumamos nosso relacionamento, namoro a distância é delicado, além do mais eu ainda não sei se eu tenho pinto. Eu deveria ter, sinto uma coceira aonde a alma jovem deságua, mas, honestamente, não sei até que ponto uma coxinha bem dotada seria algo plausível. A moça que serve os outros salgados tem uma certa beleza distinta em si, com seu cabelo amarrado em forma de batata frita, suas unhas de várias cores, seu charmoso sombreado de um bigode. Ouvi dizer que bigode em mulheres é buço. Uma rápida pesquisa no Google resulta em diversas imagens demasiadamente explícitas e num geral sem muito valor, não recomendo.


Estava pensando sobre o estado da música brasileira. Sério, falta apoio. Em cada garagem existe uma grande banda sendo formada, está na hora de valorizarmos melhor isso. Onde está o público? Acho que estão todos ocupados ouvindo indie gay. O que aconteceu com meu rock and roll? Em meus sonhos eu vejo garotas de meia arrastão, carros de corridas antigos, bandas fora da lei, gente ouvindo Raul Seixas! Deixa-me deveras triste ver o estado de tudo. A moça que atende o caixa aqui está estressada. Gritou algo sobre perder sua menstruação, tomara que ela a ache logo.


Minha namorada está meio preocupada hoje. Acredito que sua estufa pode estar mal regulada, o serviço aqui já foi melhor. Eu me lembro com lágrimas nos óleos do tempo em que ficávamos acordados até tarde, tocando violão em rodas de fogueira. Nessa época eu tinha uma banda, sim senhor: Eu, você, o Pão de Queijo e os meninos do sopro. Ah, doces sons de outrora, como uma brisa leve vindo de oeste, indicando geralmente chuva ou boas ondas. Por que eu deveria cortar meu cabelo? Não senhor! Eu não vou me adaptar! Eu nunca vou me adaptar! O espírito juvenil nunca pode envelhecer. Posers tentam imitar, até conseguem a atenção das garotas, mas eu sei que entre quatro paredes elas suspiram meu nome. Que porra eu devo fazer? Sou gostoso mesmo, vou direto pra sua bunda, calorias primeiro, pergunto o nome não.


O sol reflete nos meus suaves traços. Mais um belo dia nesse planeta, quero beijar a grama e... Ah não, ah não! O assassino da camiseta do Vasco! Todo dia esse cara vem aqui e leva alguns dos meus vizinhos, isso não pode estar certo. Sempre grudado no balcão, falando algo sobre oferecer Red Label pras garotas em troca de favores sexuais amplamente desfavoráveis, tratamento contra calvice e num geral pagode. O que ele está fazendo? Por que suas mãos estão em torno de mim? Ele está babando. Isso não pode estar certo. Mães do mundo, por que seus filhos não comem frutas? Ouvi dizer que elas nunca tiveram terminações nervosas, muito menos faziam “mu”. Ó destino trágico, ó morte lamentável. Como deve ser encontrar sucos gástricos? E todos meus sonhos? Eu nunca conheci Paris! Penso em tentar uma escapada, me jogar de sua mão e rolar por sua câmera. Meu plano falha, não consigo me soltar. Acho que você tem que apreciar alguém que pega seu salgado com tanta força, como uma garota católica esmagando a bíblia em seus vastos seios. A primeira mordida. Ele quase acerta minha cabeça, meus sentidos vão desaparecendo. Rapidamente perderei a habilidade da fala. Tanto que eu queria comentar, tanto pra se falar, tão pouco tempo. Nunca consegui entender qual é o lance de akakkaska/q//1/1/sasasozoizoiioiooi2@!1Asdas&*8SdsaqSZZXxzx …. aasazcxxaooq!!!    /   /       & ..,,,                        ! , Aaaah1                  .

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